01/06/2017

Jiro Nishimura e a sucessão familiar

Dentro da programação do IV Seminário A Voz do Campo, abordando o assunto Sucessão Familiar, Jiro Nishimura, da JACTO traz toda sua experiencia. Sobe ao palco com a missão de contar a história da Jacto e sua trajetória vencedora  e da evolução familiar dentro do mundo dos negócios. 

 

Um pouco da história de Jiro Nishimura

 A Jacto foi oficialmente fundada em 1948 e, ao longo desses 65 anos, teve altos e baixos, manteve seu capital fechado e evitou dívidas. As principais mudanças se deram na área de governança, que passou de familiar a profissional em 2006. De lá para cá, aumentou seu faturamento em 122%. Em 2012, obteve os melhores resultados financeiros do país, passando a liderar o segmento. Sagrou-se vencedora do Prêmio “Melhores do Agronegócio Globo Rural 2013” na categoria Tratores e Máquinas Agrícolas e Grande Campeã do Ano de 2013, eleita por um seleto júri. Inovação e tecnologia sempre foram temas perseguidos pela Jacto

Jiro trabalhou com o pai por anos e um dia recebeu uma missão: “Vá à Alemanha descobrir como fazer tanque de plástico.” Ele foi, depois de aprender o idioma. Quando estava lá, o pai percebeu que suas economias não davam para comprar a máquina, por causa do imposto compulsório. “Ele foi a Brasília e bateu na porta do presidente Castelo Branco, que liberou o imposto para ele, pessoalmente, em um bilhete escrito de próprio punho”, conta Jorge Nishimura, presidente do conselho de administração e caçula dos seis irmãos. “Ele era assim: quando tinha um desafio, não sossegava enquanto não via o resultado. E o presidente tinha dito para ele resolver o problema da agricultura. Ele não ia desistir.” Jiro voltou com a máquina, a Jacto começou a fabricar tanques de plástico e teve um salto econômico muito significativo na década de 1970. “As outras empresas não conseguiram sobreviver.” 

A Jacto de hoje continua seguindo esses passos. A empresa já tem até uma máquina que não precisa de piloto, controlada remotamente por computador, e todos os itens contam com uma engenhoca que economiza combustível e produtos. A equipe que desenvolve tudo isso é a mesma ou a segunda geração dos que foram contratados no final da década de 1970 por Shunji para desenvolver a primeira colhedora de café do mundo. Essa máquina, os pulverizadores e os costais da Jacto estão em 108 países diferentes, em todos os continentes. Segundo Mundstock, de 20% a 25% de toda a produção da Jacto é exportada. “Para buscar competitividade aqui e lá fora, agregamos valor ao nosso produto.”  (Fonte: revista Globo Rural)