02/06/2017

A experiência política de Mailson da Nóbrega

Somado-se aos vários nomes de peso que teremos esse ano na programação do IV Seminário A Voz do Campo, Mailson da Nóbrega traz toda sua experiência dentro do mundo econômico e  político. Ex-ministro da Fazenda no governo de Sarney, Mailson vem para uma palestra que soma passdo e futuro da política brasileira. 

Um pouco de sua história

A trajetória de Maílson da Nóbrega, filho de alfaiate, nascido numa cidade de dois mil habitantes no interior da Paraíba, é emocionante. Ele começou a trabalhar antes de completar dez anos de idade, como descastanhador de caju e vendedor ambulante. Com muito esforço, seu, da família e até da sorte, chegou a comandar a política econômica do Brasil e, depois de deixar o governo, se tornar um bem sucedido palestrante e consultor econômico. Maílson se envolveu em ações governamentais desde os 20 anos de idade, no Banco do Brasil. Aos 35 anos, em 1977, passou a trabalhar nos ministérios que criavam as regras e geriam a intervenção do Estado na economia brasileira. Entre 1983 e 1984, como secretário geral do Ministério da Fazenda, coordenou com sentido de missão o complicado esforço de criar e desenvolver o sistema brasileiro de contas públicas. Liderou os estudos que resultaram em profundas transformações institucionais, incluindo a criação da Secretaria do Tesouro Nacional, a extinção do Orçamento Monetário e a reestruturação das funções do Banco Central. Foi ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, um dos períodos mais difíceis da economia brasileira. 


No cargo, sofreu pressões lícitas e nem tão lícitas. Afinal, ele tinha o poder de determinar o preço de milhares de produtos e serviços, de pão francês a mensalidades escolares; de aprovar subsídios, aumentar e diminuir impostos; de orientar a política de crédito; autorizar a constituição de companhias de seguro; renegociar a dívida externa, entabular negociações com FMI e por aí afora.  Depois de deixar o governo, passou a se dedicar às atividades de consultor. Passou a escrever semanal ou quinzenalmente colunas em veículos como os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e, posteriormente, a revista Veja. (fonte: mailsondanobrega.com.br)