01/08/2017

PROCURADOR ALERTA QUE A APROVAÇÃO DA LEI DE ANISTIA PODERÁ COMPROMETER A OPERAÇÃO LAVA JATO

- Só o povo pode mudar a política no Brasil, afirma procurador da Lava Jato-

O Procurador da Operação Lava Jato, Dr.Carlos Fernando Lima, esteve na tarde de terça-feira (01), durante o IV Seminário A Voz do Campo, ministrando a palestra “Lava Jato: resultados e perspectivas”.

Em uma palestra dinâmica, Dr.Carlos comenta que a Lava Jato é uma importante Operação, no entanto, enfatizou que sozinho, jamais vai mudar a política brasileira, “quem pode moralizar a política no País é o povo, pressionando os seus representantes e votando consciente”. Dentre as abordagens, o procurador ressaltou que é preciso encontrar uma nova forma de fazer política, aonde será preciso retomar o espirito público, prezando assim, pela ética na política.

“Precisamos retomar a política, de tal forma que as pessoas (políticos) destaquem-se pela sua ética e conduta e não pelo show, pela roubalheira.”- argumenta..

O procurador salientou que a Operação precisava de profissionais que não tivessem medo de apontar erros e consequentemente, os culpados, uma vez que, o Brasil, encontra-se em uma situação caótica e de tantas incertezas no cenário político.

Adiantou que a Operação ainda vai relevar muitos fatos envolvendo muitas pessoas. “A Operação Lava Jato é do Brasil, não é mais de Curitiba. Teremos muitas revelações até as Eleições 2018”.

Durante a apresentação o Procurador manifestou uma preocupação em relação à aprovação de uma possível lei de anistia que pode comprometer a penalizações da Operação. “Temos o risco legislativo de que o Congresso Nacional aprove uma lei de anistia. Considero inevitável os nossos atuais políticos não aprovarem uma  lei de anistia até 2018. Isso porque correm o risco de não ser reeleitos e perdem o direito ao Foro Privilegiado.”

Em relação à gravação produzida pela JBS, o procurador afirmou que as provas e o material produzido são de excelente qualidade, o acordo foi necessário, porém o problema é o benefício concedido aos empresários Joesley  e Wesley Batista.

Ao ser questionado sobre a prisão do ex-presidente Lula, o procurador afirmou que até o momento não existem situações legais para expedir a prisão do ex-presidente Lula. “Temos que trabalhar com a limitação da nossa Lei. Confiem na Lava Jato que nos vamos seguir em frente”, concluiu.