16/11/2017

Como reduzir a deriva na aplicação de defensivos

Mauro Rizzardi, professor da Universidade de Passo Fundo, dá dicas para minimizar esse problema. 

Problema comum na aplicação de defensivos, a deriva - deslocamento da calda do produto, fazendo com que não atinja o alvo desejado - pode ser minimizada com o equipamento correto e respeitando as melhores condições climáticas para aplicação, segundo Mauro Rizzardi, professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) e parceiro da Iniciativa 2,4-D.

Além do desperdício de produto, a deriva também pode trazer outro prejuízo econômico para o produtor ao afetar lavouras de culturas sensíveis ao defensivo, próximas à área de aplicação. O produtor Vitor Marciel Nietiedt, de Roca Sales, RS, já teve que replantar e pagar as perdas de um vizinho por causa de deriva. Hoje, ele toma o máximo de cuidado e realiza as aplicações normalmente entre 9h e 13h, que é quando as condições ajudam. “Quando está muito calor é ruim, cedo fica muito úmido e também não pode, e tenho que tomar cuidado com o vento norte da manhã e o sul da noite”.

Para reduzir a deriva, são necessários alguns cuidados, afirma o professor da UPF. Um dos pontos é fazer a manutenção e limpeza do equipamento pelo menos uma vez a cada ciclo de cultura, ou seja, antes de cada época de aplicação. “Tem um sistema de mangueiras no pulverizador, que às vezes resseca, quebra, o que causa vazamentos. E, com isso, você tem dificuldade de trabalhar com o volume adequado. Além disso, é preciso, por exemplo, fazer controle de pressão e limpeza de filtros”, explica Rizzardi.

Segundo o professor, cada defensivo ou planta requer cuidados e pontas diferentes na aplicação. Por isso, o produtor deve se informar sobre o produto antes de fazer a aplicação. No vídeo abaixo, Rizzardi dá dicas para diminuir a deriva:

https://www.youtube.com/watch?v=YBDRkysUKkg

 

Fonte: Portal DBO